quarta-feira, 8 de agosto de 2007

Os objetivos

O ateliê ARQ 02.004 Urbanismo III / Turmas B/C tem como objetivo geral, o desenvolvimento simulado em ateliê, de um processo de projetação ambiental urbana, através de uma seqüência de etapas articuladas. Tal processo visa construir respostas projetuais ao quadro de conflitos e potencialidades identificado pelos participantes no que se refere à cidade tema do trabalho. São objetivos específicos a buscar ao longo do semestre:

Propiciar aos participantes o contato efetivo com o contexto sócio-espacial urbano através de atividades de vivência, visando a identificação e manejo dos conflitos e potencialidades existentes na cidade a ser estudada;

Oferecer aos participantes uma oportunidade de experimentar técnicas de pesquisa ambiental aplicadas à análise urbana;

Construir criticamente uma fundamentação teórica e um caminho metodológico que subsidie as decisões projetuais;

Programar ações e conceber projetos que considerem, de maneira articulada, as diferentes escalas concernentes ao urbano (macro, micro e meso escalas), como também a factibilidade técnica, a viabilidade política e a legitimidade social das diferentes proposições formuladas;

Promover a avaliação crítica e autocrítica do percurso desenvolvido e dos resultados alcançados, como parte do processo formativo.


A cidade tema do trabalho em 2007/2 é Barra do Ribeiro. O município que faz divisa, ao norte, com a cidade de Guaíba, e ao sul, com Tapes, tem cerca de 12.000 habitantes (Censo de 2000). Sua sede urbana localiza-se às margens do lago Guaíba, limitando-se, ao norte, pelo arroio Ribeiro. Sua economia gira em torno do setor primário e das atividades turísticas.


Sua localização geográfica privilegiada, a proximidade de Porto Alegre (cerca de uma hora de viagem), o ambiente natural exuberante, ainda pouco impactado pela urbanização, entre outros aspectos, fazem da Barra do Ribeiro um fascinante estudo de caso. Algumas informações gerais sobre a cidade podem ser obtidas no endereço eletrônico http://www.barradoribeiro.rs.gov.br/

Fotografia panorãmica: Danielle Hope

Imagem de satélite: google earth

terça-feira, 7 de agosto de 2007

temática geral do ateliê

Construímos, em especial ao longo do século XX, cidades em conflito com o ambiente, privilegiando interesses econômicos (tantas vezes em oposição aos ecológicos) que se agigantam especulativamente. Em meio a um processo voraz de mudança ambiental, abrimos mão da qualidade urbana que se expressa pela cidade que é de todos. Agora, na alvorada do século XXI, escreve-se no Estatuto da Cidade: a cidade sustentável é um direito de todo cidadão brasileiro. Mas, para arquitetos e urbanistas, o que isso significa?

Não podemos aqui discutir a cidade, sem considerar o papel que desempenhamos em sua produção: o arquiteto é, ao mesmo tempo e queiramos ou não, um cidadão e (direta ou indiretamente) um promotor imobiliário, com tudo o que isso possa significar!

Construir a cidade sustentável implica em fazer cidade como cultura do lugar, recuperando do ambiente as lições que fazem do homem parte da natureza (e não à parte dela). Construir a sustentabilidade como sentido do lugar é, pois, o problema central do ateliê. Queremos tratar aqui, como projeto, da urbanidade, da participação e da cidadania!

Este ateliê pretende ser um espaço para experimentação e estudo. Coisas que devem ser encaradas com alegria. Há poucas coisas mais prazerosas do que construir conhecimento: tornar-se mais rico e, com isso, tornar o mundo que nos cerca mais bonito e interessante. O "medo de errar" é uma forma de não se envolver… e ser feliz exige "envolvimento".

Mas não vamos encontrar respostas prontas… pois sequer o problema será aqui apresentado "pronto". Tudo deverá ser construído, de maneira participativa, com respeito aos objetivos da disciplina e buscando a abertura de possibilidades. Não existe, assim, uma "verdade" ou uma "realidade dada". Mas queremos elaborar, ao logo do semestre, verdades prováveis com vistas a um quadro de realidade que seja possível. E sustentável!


fotografia: Danielle Hope