terça-feira, 7 de agosto de 2007

temática geral do ateliê

Construímos, em especial ao longo do século XX, cidades em conflito com o ambiente, privilegiando interesses econômicos (tantas vezes em oposição aos ecológicos) que se agigantam especulativamente. Em meio a um processo voraz de mudança ambiental, abrimos mão da qualidade urbana que se expressa pela cidade que é de todos. Agora, na alvorada do século XXI, escreve-se no Estatuto da Cidade: a cidade sustentável é um direito de todo cidadão brasileiro. Mas, para arquitetos e urbanistas, o que isso significa?

Não podemos aqui discutir a cidade, sem considerar o papel que desempenhamos em sua produção: o arquiteto é, ao mesmo tempo e queiramos ou não, um cidadão e (direta ou indiretamente) um promotor imobiliário, com tudo o que isso possa significar!

Construir a cidade sustentável implica em fazer cidade como cultura do lugar, recuperando do ambiente as lições que fazem do homem parte da natureza (e não à parte dela). Construir a sustentabilidade como sentido do lugar é, pois, o problema central do ateliê. Queremos tratar aqui, como projeto, da urbanidade, da participação e da cidadania!

Este ateliê pretende ser um espaço para experimentação e estudo. Coisas que devem ser encaradas com alegria. Há poucas coisas mais prazerosas do que construir conhecimento: tornar-se mais rico e, com isso, tornar o mundo que nos cerca mais bonito e interessante. O "medo de errar" é uma forma de não se envolver… e ser feliz exige "envolvimento".

Mas não vamos encontrar respostas prontas… pois sequer o problema será aqui apresentado "pronto". Tudo deverá ser construído, de maneira participativa, com respeito aos objetivos da disciplina e buscando a abertura de possibilidades. Não existe, assim, uma "verdade" ou uma "realidade dada". Mas queremos elaborar, ao logo do semestre, verdades prováveis com vistas a um quadro de realidade que seja possível. E sustentável!


fotografia: Danielle Hope

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